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Biocombustíveis


Uma tecnologia inovadora, mas nada nova. Os biocombustíveis são explorados por nós desde que descobrimos o fogo. A lenha, por exemplo, foi usada por nossos ancestrais quando descobriram o fogo e até hoje está presente no fogão à lenha. Pode ser usada tanto para produzir o biodiesel, quanto o gás natural, sendo hoje, uma das alternativas para a utilização de materiais que até então eram considerados lixo e resíduos.

Problemas como o Efeito Estufa e doenças provocadas pela poluição, trouxeram de volta toda a discussão em torno de fontes de energia limpa e biocombustíveis, com a necessidade de se reduzir as emissões de poluentes. Esse tipo de combustível apresenta alguns benefícios, de impacto ambiental positivo e promove a substituição dos combustíveis fósseis. O gás natural e o etanol são os exemplos mais conhecidos de biocombustíveis. Mas afinal, o que são os biocombustíveis? São energias renováveis oriundas de produtos vegetais e animais, que liberam de maneira significante, uma menor quantidade de poluentes em relação aos combustíveis derivados do petróleo. A biomassa e o biodiesel são ideias mais novas, que estão tendo um grande destaque entre pesquisadores e produtores. Por ser uma fonte renovável, o biocombustível visa melhorar a dependência de fontes de origem fóssil, garantir um menor investimento financeiro em pesquisas, reduzir alguns tipos de resíduos e, de quebra, contribuir para o aumento de empregos na zona rural. O país vem cada vez mais investindo na produção dos biocombustíveis, sem contar a sua grande vantagem na produção agrícola, o que faz do Brasil um dos líderes na produção de combustíveis no mundo. Segundo o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), estima-se um aumento mundial na produção de combustíveis de 580 bilhões de litros até 2025. Além de diminuir os custos, a expansão do biocombustível ajuda a resolver o problema do lixo nas grandes cidades, como é o caso da biomassa. Alguns lugares utilizam o metano (CH4) liberado nos lixões para gerar eletricidade (que seriam os biodigestores). O Brasil possui um dos mais baixos custos de produção de etanol no mundo devido à sua excelência agrícola e industrial. Entretanto, existem algumas questões que preocupam os pesquisadores, tal como o impacto gerado nas áreas de cultivo, como por exemplo, a queima do canavial antes da colheita, que libera uma grande quantidade de material particulado e CO2. Esse é um dos pontos que acaba tornando o ciclo de produção do etanol mais poluente do que o biodiesel, que pode ser produzido inclusive a partir do óleo de cozinha já usado. Outras preocupações são as emissões atmosféricas das unidades de geração de calor e eletricidade a partir do bagaço e dos efluentes líquidos, principalmente as águas de lavagem e o vinhoto (resíduo da destilação do açúcar), que pode gerar a poluição das águas caso não venha ser tratado corretamente. Vale destacar que há um o grande consumo de energia para a produção, tanto nas usinas em operação quanto as que devem ser implantadas na expansão, que causa um aumento do consumo de água para irrigação das culturas, pode levar a redução da biodiversidade e a devastação de áreas florestadas, grandes consumidoras de CO2. É um grande desafio, apresentar um desempenho ambiental satisfatório de emissão de poluentes. Além disso, uma das preocupações mais importantes é o tipo de ocupação do território disponível para as lavouras, apesar da disponibilidade de terras, os problemas da expansão são em relação ao tipo de biomas específicos (Amazônia, Cerrado, Pantanal etc.). Como alternativa para orientar a ocupação desses territórios, podem ser utilizados instrumentos de delimitação de áreas protegidas, como o Zoneamento Ecológico Econômico, um mecanismo de gestão ambiental que delimita zonas ambientais e atribui usos e atividades compatíveis, seguindo as características de cada uma delas. Ou seja, é o uso sustentável dos recursos naturais e o equilíbrio desses ecossistemas. Seguindo esses e mais alguns critérios, como a recuperação florestal de APPs e Reservas Legais, caso a expansão da produção dos biocombustíveis ocorra em áreas de pastagens, será possível obter um efeito ambiental positivo na produção e na expansão dos biocombustíveis, trazendo ainda mais benefício para o meio ambiente e a economia do nosso país.


Artes: Natália Lavínia A. de Souza. Texto: Mariana Furquim;


Pesquisa: Aline Freiria dos Reis. Texto Instagram: Aline Freiria dos Reis.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


SILVA, J. M. MORAES, L. C. Vantagens e Desvantagens dos Biocombustíveis e dos Combustíveis Fósseis. Anais Do Semex. Acesso em 18 de outubro de 2021. Disponível em: <https://anaisonline.uems.br/index.php/semex/article/view/622>.

MELO, E. B. CANEPA, E. L. COSTA, M. M. Visões Ambientais para o Financiamento de Biocombustíveis no Brasil. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. 2006. Acesso em: 18 de outubro de 2021. Disponível em: <https://web.bndes.gov.br/bib1/1/Vis%c3%b5es%2/jspui/bitstream/1408/15000Ambientais%20para%20o%20Financiamento%20de%20Biocombust%c3%adveis%20no%20Brasil%20_P_BD.pdf>.

O que é o Zoneamento Ecológico-Econômico. Dicionário Ambiental. ((o))eco, Rio de Janeiro, set. 2013. Acesso em: 18 de outubro de 2021. Disponível em: <http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/27545-o-que-o-zoneamento-ecologico-economico/>.

Fontes de Energia. Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Acesso em: 19 de outubro de 2021. Disponível em: <https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/fontes-de-energia>.


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