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Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca


Estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995, o dia do combate à desertificação e à seca foi criado com o intuito de abrir espaço para reflexões e discussões sobre os efeitos negativos acerca do fenômeno, bem como, gerar ideias mitigatórias e compensatórias.

O processo de desertificação corresponde à perda de resiliência de um ecossistema, acarretando na incapacidade do mesmo de renovar seus recursos biológicos. Ele ocorre em ambientes que sofreram intensa degradação e afeta não só a cobertura vegetal, mas também a capacidade hídrica do local, a biodiversidade associada e a população humana como um todo.

A desertificação e a seca, além de problemas ambientais gravíssimos, também são consideradas uma questão socioeconômica, uma vez que estão diretamente ligadas a quedas na produção de alimentos e consequentemente a fome e pobreza das populações da região. Projeções da ONU sugerem que até o ano de 2041, 12% da produção global de alimentos irá reduzir em decorrência da degradação de terras, chegando a afetar 1,5 bilhões de pessoas.

O Brasil infelizmente ganha destaque nesta questão, devido aos 50% da Caatinga afetados por processos severos de desertificação. Atualmente, cerca de 600 mil km² do total de 982.563 km² do Semiárido brasileiro já foram atingidos pelos efeitos desse processo, num território que engloba 8 estados da região Nordeste. O Ceará apresenta uma das situações mais graves, com todos os municípios possuindo algum grau de prejuízo por este fenômeno. Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba também são fortemente vulneráveis, tendo mais de 90% do território afetado e sofrendo com o manejo destrutivo de recursos naturais.

Essa problemática não passa despercebida. Desde 1997, o Brasil tem um acordo para mitigar ações que colaborem com a desertificação oficializado através da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação nos Países Afetados por Seca Grave e/ou Desertificação (UNCCD). Porém, as ações parecem não ser suficientes.

Algumas das alternativas apontadas por especialistas para reverter esse quadro são: recuperação de matas ciliares, reflorestamento, sistemas agroflorestais, diversas formas de captação de água da chuva in situ para atender aos pequenos produtores e, o mais importante, políticas públicas que deem recursos informativos e financeiros para que essas ações possam ser realizadas.

E você? Conhecia este assunto? Como se sentiria vivendo num "mar de areia"?


Arte: Júlio Stabile. Texto: Flávia de Camargo M. Gomor;

Laura Barbon de Abreu.


Pesquisa: Daniela Brustolin. Texto Instagram: Aline Freiria dos Reis.


Referências:


Dia Mundial de Combate à Desertificação. Calendarr Brasil. 2011. Disponível em:<https://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-de-combate-a-desertificacao/> acesso em 13/06/2021.


Dia Mundial de Combate à Desertificação: alternativas para o Semiárido brasileiro. Embrapa. 2016. Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/13598120/dia-mundial-de-combate-a-desertificacao-alternativas-para-o-semiarido-brasileiro> acesso em 13/06/2021.


Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. ONU News. 2016. DIA MUNDIAL DE COMBATE A DESERTIFICAÇÃO. Disponível em: <https://news.un.org/pt/tags/dia-mundial-de-combate-desertificacao> acesso em 13/06/2021.

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